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Dependência da Internet

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai atualizar a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID, sigla em inglês). A previsão é que a definição de vários transtornos mentais seja reformulada e inclua novos conceitos, como o transtorno por jogos eletrônicos.
A referência para a formação da CID é a Nomenclatura Internacional de Doenças, da OMS. No Brasil, a CID baseia as definições dos principais levantamentos estatísticos elaborados pelo Ministério da Saúde.
Segundo a OMS, o uso abusivo de internet, computadores, smartphones e outros aparelhos eletrônicos, além do descontrole no uso de videogames, aumentou drasticamente nas últimas décadas e este aumento veio associado a casos documentados de consequências negativas para a saúde.

Mas, o assunto ainda está sendo discutido pelos especialistas que participam do processo de definição das novas diretrizes.



Critérios de dependência de Internet


Apresentar, pelo menos, 5 dos 8 critérios abaixo descritos

(1) Preocupação excessiva com a Internet
(2) Necessidade de aumentar o tempo conectado (on-line) para ter a mesma satisfação
(3) Exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da Internet
(4) Apresentar Irritabilidade e/ou depressão
(5) Quando o uso da Internet é restringido, apresenta labilidade emocional (Internet como forma de regulação emocional)
(6) Permanecer mais conectado (on-line) do que o programado
(7) Ter o Trabalho e as relações familiares e sociais em risco pelo uso excessivo
(8) Mentir aos outros a respeito da quantidade de horas conectadas

O tratamento, depende do nível de dependência, pode ter auxilio de medicação com profissional de psiquiatria, a abordagem psicoterápica terá trabalho com a pessoa com o dependente e com  a família, treinamentos das habilidades sociais,  busca de reforçadores mais potentes que os jogos, etc.

Fonte:
Cristiano N. Abreu; Rafael G. Karam; Dora S. Góes; Daniel T. Spritzer. RBP/2000

 

 

Critérios para dependencia em jogos digitais

 

 

A desordem relacionada aos jogos é caracterizada por um padrão de comportamento persistente ou recorrente (com jogos digitais ou videogames), que pode ser on-line ou offline, manifestada por: controle prejudicado sobre o jogo; aumento da prioridade dada ao jogo na medida em que ele assuma precedência sobre outros interesses da vida e atividades diárias; e continuação ou escalada dos jogos apesar da ocorrência de consequências negativas.

O comportamento pode ser classificado como uma desordem quando for suficiente para prejudicar a vida “pessoal, familiar, social, educacional, ocupacional ou outras áreas importantes”. O padrão do excesso nos jogos eletrônicos deve ser “contínuo ou episódico e recorrente”, tendo duração por “ao menos 12 meses para que o diagnóstico” seja feito. Mas a duração requerida pode ser encurtada caso os sintomas sejam severos.